Mulheres permanecem na luta por seus direitos
03/03/2017 - 9h46 em NOTÍCIAS DA FITERT

Em 1917, as mulheres russas entraram em greve por “paz e pão” e inauguraram o período revolucionário no país. Hoje, em 2017, ainda é preciso lutar dia após dia contra a violência relacionada à desigualdade de gênero, principalmente os casos de feminicídio, e também pelos direitos mais básicos que ainda são negados à todas.

No Brasil, a cada 90 minutos uma mulher é vítima de feminicídio e a cada cinco minutos duas mulheres são agredidas. Em 2015 foi preciso tomar as ruas de todo o país para impedir o avanço do projeto de lei do ex-deputado Eduardo Cunha que impunha às mulheres uma regulamentação do direito ao aborto absolutamente defasada e que ia totalmente contra o direito de escolha pelo qual ainda se luta.

Além disso, a desigualdade salarial é uma realidade concreta, muitas mulheres ainda recebem menos do que homens mesmo que ambos ocupem a mesma função – no caso das negras, até 30% do que ganha um homem branco. As mulheres radialistas ainda se veem na necessidade de buscar condições de trabalho decentes, o fim do assédio sexual e moral, respeito aos direitos da maternidade e ascensão profissional.

E agora, se já não bastassem todas as desigualdades que as mulheres sofrem dentro da sociedade patriarcal, o Governo de Michel Temer quer implementar a Reforma da Previdência, que representa um retrocesso para todos os trabalhadores, mas especialmente para as mulheres, por igualar a idade de aposentadoria à dos homens, desconsiderando o fato de que as mulheres trabalhadoras atualmente cumprem jornada dupla ou tripla.

Dessa forma, a Fitert entende que nesse 8 de março é necessário que todas as mulheres do Brasil tomem as ruas e se unam reivindicando os seus direitos como trabalhadoras e como mulheres, sendo contra os feminicídios e as desigualdades de gênero, assim como lutando contra a Reforma da Previdência.

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Fonte: Da redação

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